Jeff Bezos entrou como acionista minoritário do Liverpool em agosto através da 1892 Holdings, ao lado do brasileiro Eduardo Saverin, cofundador do Facebook. O movimento reflete uma tendência maior no futebol inglês, onde clubes deixaram de ser apenas plataformas para contratações caras e passaram a ser vistos como ativos financeiros de longo prazo por investidores globais.

Os números mostram o crescimento da Premier League. Na temporada 2010/11, apenas quatro times ingleses figuravam entre os que mais faturavam no mundo; na última temporada, esse número subiu para seis. O Liverpool sozinho aumentou sua receita em mais de 300%, passando de 203,3 milhões de libras para 836,1 milhões. Manchester City (829,3 milhões), Arsenal (821,7 milhões), Manchester United (793,1 milhões), Tottenham (672,6 milhões) e Chelsea (584,1 milhões) também registraram lucros expressivos.

O fortalecimento financeiro vem de três fontes principais: receitas comerciais (5,3 bilhões de euros), direitos de transmissão (4,7 bilhões de euros) e receitas de matchday nos estádios (2,4 bilhões de euros). A combinação entre tradição, poder de atração de público e capacidade de gerar receitas de mídia transforma os clubes em empreendimentos de alcance internacional.